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DOLÊNCIAS

sábado, 23 de julho de 2011.
Oh! Lua morta de minha vida,
Os sonhos meus
Em vão te buscam, andas perdida
E eu ando em busca dos rastos teus...

Vago sem crenças, vagas sem norte,
Cheia de brumas e enegrecida,
Ah! Se morreste pra minha vida!
Vive, consolo de minha morte!

Baixa, portanto, coração ermo
De lua fria
À plaga triste, plaga sombria
Dessa dor lenta que não tem termo.
Tu que tombaste no caos extremo
Da Noite imensa do meu Passado,
Sabes da angústia do torturado...
Ah! Tu bem sabes por que é que eu gemo!

Instilo mágoas saudoso, e enquanto
Planto saudades num campo morto,
Ninguém ao menos dá-me um conforto,
Um só ao menos! E no entretanto
Ninguém me chora! Ah! Se eu tombar
Cedo na lida...
Oh! Lua fria vem me chorar
Oh! Lua morta da minha vida!


Autor: Algusto dos Anjos
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Poema de Algusto dos Anjos

domingo, 22 de maio de 2011.
AO LUAR
Quando, à noite, o Infinito se levanta
À luz do luar, pelos caminhos quedos
Minha tátil intensidade é tanta
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!
Quebro a custódia dos sentidos tredos
E a minha mão, dona, por fim, de quanta
Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta!
Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado
Nos paroxismos da hiperestesia,
O Infinitésimo e o Indeterminado...
Transponho ousadamente o átomo rude
E, transmudado em rutilância fria,
Encho o Espaço com a minha plenitude!

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momento nacionalista

sábado, 3 de abril de 2010.
Gente essa semana que passou fiz uma prova muito cascuda de literatura, mas graças ao medo achei um poeta chamado Algusto dos Anjos que escrevia sobre coisas mórbidas e ligadas a ciência, e é claro tinha que ter..... tchan tchan tchan...tchan.... VAMPIROS!!!
Por isso vamos ao poema:

O Morcego

Meia Noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede.
Na bruta ardência organica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.

"Vou mandar erguer outra parede..."
-Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho.
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo, Minh'alma se concentra.
Que ventre produz tão feio parto?!

A consciência humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperseptivelmente em nosso quarto.




Bom, orevoir!!!
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